Friday, October 10, 2014
Wednesday, May 14, 2014
Leitura e Análise do Mito de Vênus
1. Leia a pintura de Botticelli e as leituras contemporâneas da obra O Nascimento de Vênus que circulam na internet.
Sandro Botticelli - O Nascimento de Vênus (1484–1486)
Releituras contemporâneas de "O Nascimento de Vênus"
2. Agora, leia a Lira XXX de Marília de Dirceu de Gonzaga e estabeleça relações entre a construção e a leitura do mito na pintura clássica, no poema árcade e nas imagens que circulam na cultura digital.
Marília de Dirceu, de Tomaz Antonio Gonzaga
Lira XXX
Junto a uma clara fonte
A mãe de Amor s assentou,
Encostou na mão o rosto,
No leve sono pegou.
Cupido, que a viu de longe,
Contente ao lugar correu;
Cuidando que era Marília
Na face um beijo lhe deu.
Acorda Vênus irada:
Amor a conhece; e então
Da ousadia, que teve,
Assim lhe pede o perdão:
“Foi fácil, ó Mãe formosa,
“Foi fácil o engano meu;
“Que o semblante de Marília
“É todo o semblante teu.”
Fonte:
GONZAGA, Tomaz Antonio. Marília de Dirceu. 1. ed., São Paulo: Ediouro. (Prestígio)
Para acessar a obra completa:
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000301.pdf
Wednesday, March 26, 2014
Reflexos contemporâneos do período barroco
Assista à reportagem que segue, a respeito da segregação religiosa, e correlacione com o “Sermão do bom sucesso pelas armas de Portugal contra as de Holanda”, do Padre Antônio Vieira.
Analise as questões:
Como
essa segregação é apresentada pelo Padre Vieira e como isto é refletido na
contemporaneidade? Como você analisa a fraternidade proposta pelo Padre Vieira?
Link para acessar o “Sermão do bom sucesso pelas armas de Portugal contra as de Holanda”.
Friday, March 21, 2014
Sinfonias de Olavo Bilac e Cruz e Souza
Relacione a Sinfonia de Dvorák com a construção dos poemas "Sinfonia" de Olavo Bilac e "Sinfonias do Ocaso" de Cruz e Souza e desenvolva uma análise sobre a estética e a musicalidade no parnasianismo e no simbolismo.
Sinfonia
Olavo Bilac
Meu coração, na incerta adolescência, outrora,
Delirava e sorria aos raios matutinos,
Num prelúdio incolor, como o alegro da aurora,
Em sistros e clarins, em pífanos e sinos.
Meu coração, depois, pela estrada sonora
Colhia a cada passo os amores e os hinos,
E ia de beijo a beijo, em lasciva demora,
Num voluptuoso adágio em harpas e violinos.
Hoje, meu coração, num scherzo de ânsias, arde
Em flautas e oboés, na inquietação da tarde,
E entre esperanças foge e entre saudades erra...
E, heróico, estalará num final, nos clamores
Dos arcos, dos metais, das cordas, dos tambores,
Para glorificar tudo que amou na terra!
Sinfonias
do Ocaso
Cruz e Souza
"Musselinosas, como brumas diurnas,
descem do Ocaso as sombras harmoniosas,
sombras veladas e musselinosas
para as profundas solidões noturnas.
Sacrários virgens, sacrossantas urnas,
os céus resplendem de sidéreas rosas
da Lua e das Estrelas majestosas
iluminando a escuridão das furnas.
Ah! por estes sinfônicos ocasos
a terra exala aromas de áureos vasos,
incensos de turíbulos divinos.
Os plenilúricos mórbidos vaporam...
E como que no Azul plangem e choram
cítaras, harpas, bandolins e violinos."
descem do Ocaso as sombras harmoniosas,
sombras veladas e musselinosas
para as profundas solidões noturnas.
Sacrários virgens, sacrossantas urnas,
os céus resplendem de sidéreas rosas
da Lua e das Estrelas majestosas
iluminando a escuridão das furnas.
Ah! por estes sinfônicos ocasos
a terra exala aromas de áureos vasos,
incensos de turíbulos divinos.
Os plenilúricos mórbidos vaporam...
E como que no Azul plangem e choram
cítaras, harpas, bandolins e violinos."
Wednesday, November 27, 2013
MEMORIAL: LITERATURA BRASILEIRA I
"Um certo tipo de função psicológica é talvez a primeira coisa que nos ocorre
quando pensamos no papel da literatura. A produção e fruição desta se baseiam numa espécie de necessidade universal de ficção e de fantasia, que de certo é coextensiva ao homem, pois aparece invariavelmente em sua vida, como indivíduo e como
grupo, ao lado da satisfação das necessidades mais elementares. [...] Portanto, por via oral ou visual; sob formas curtas e elementares, ou sob
complexas formas extensas, a necessidade de ficção se manifesta a cada instante; aliás, ninguém pode passar um dia sem consumi-la, ainda que sob a forma de palpite na loteria, devaneio, construção ideal ou anedota. E assim se justifica o interesse
pela função dessas formas de sistematizar a fantasia, de que a literatura é uma das
modalidades mais ricas.
A fantasia quase nunca é pura. Ela se refere constantemente a alguma realidade: fenômeno natural, paisagem, sentimento, fato, desejo de explicação, costumes,
problemas humanos, etc. Eis por que surge a indagação sobre o vínculo entre fantasia e realidade, que pode servir de entrada para pensar na função da literatura." (p. 82)
CÂNDIDO, Antônio. A literatura e a formação do homem. São Paulo: Unicamp, 2002.
A partir da reflexão de Antônio Cândido sobre o papel da literatura na constituição do homem, elabore um memorial* da disciplina de Literatura Brasileira I, resgatando as leituras realizadas durante o ano e destacando o que lhe foi mais significativo.
*Memorial: gênero que visa resgatar e narrar uma trajetória.
Friday, November 22, 2013
Wednesday, October 23, 2013
LEITURA GUIADA - O RELÓGIO DE OURO - MACHADO DE ASSIS
Escute a leitura do conto O Relógio de Ouro, de Machado de
Assis e posteriormente desenvolva uma análise crítica, associando
texto/contexto, salientando as críticas sociais operadas pelo texto.
Consulte informações - PROJETO RELÓGIO DE OURO
Acesse o texto na Biblioteca do NUPILL:
Wednesday, July 31, 2013
IRACEMA: ALENCAR E BUARQUE
“[...] escreveu o que é mais poema
Que romance, e poema menos
Que um mito, melhor que Vênus.”
Manuel Bandeira sobre o romance Iracema
Analisar comparativamente o romance "Iracema", de José de Alencar, e a canção "Iracema voou", composta por Chico Buarque, considerando o contexto histórico e social em que foram escritos. Chico Buarque retoma a figura de Iracema, construída romanticamente por José de Alencar, e a apresenta sob a ótica da contemporaneidade. Analise os olhares dos dois autores sobre a personagem Iracema.
Link para acessar o romance "Iracema":
http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=download&id=27776
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Iracema Voou - Chico Buarque (1998)
Iracema voou
Para a América
Leva roupa de lã
E anda lépida
Vê um filme de quando em vez
Não domina o idioma inglês
Lava chão numa casa de chá
Tem saído ao luar
Com um mímico
Ambiciona estudar
Canto lírico
Não dá mole pra polícia
Se puder, vai ficando por lá
Tem saudade do Ceará
Mas não muita
Uns dias, afoita
Me liga a cobrar
É Iracema da América
Wednesday, June 26, 2013
IMAGENS POÉTICAS
Tanto o trecho do poema "Cão sem plumas", II. Paisagem do Capibaribe, de João Cabral de Melo Neto, quanto as Liras de "Marília de Dirceu", de Tomás Antonio Gonzaga, constroem imagens a partir de elementos da natureza, porém os poemas foram escritos em tempo e contexto diferentes, denunciando e abordando questões pertinentes. Considerando tais aspectos, elabore uma analise comparativa entre as imagens poéticas construídas por João Cabral de Melo Neto e por Tomás Antonio Gonzaga.
II. Paisagem do Capibaribe
Entre a paisagem
o rio fluía
como uma espada de líquido espesso.
Como um cão
humilde e espesso.
Entre a paisagem
(fluía)
de homens plantados na lama;
de casas de lama
plantadas em ilhas
coaguladas na lama;
paisagem de anfíbios
de lama e lama.
Como o rio
aqueles homens
são como cães sem plumas
(um cão sem plumas
é mais
que um cão saqueado;
é mais
que um cão assassinado.
Um cão sem plumas
é quando uma árvore sem voz.
É quando de um pássaro
suas raízes no ar.
É quando a alguma coisa
roem tão fundo
até o que não tem).
O rio sabia
daqueles homens sem plumas.
Sabia
de suas barbas expostas,
de seu doloroso cabelo
de camarão e estopa.
Ele sabia também
dos grandes galpões da beira dos cais
(onde tudo
é uma imensa porta
sem portas)
escancarados
aos horizontes que cheiram a gasolina.
E sabia
da magra cidade de rolha,
onde homens ossudos,
onde pontes, sobrados ossudos
(vão todos
vestidos de brim)
secam
até sua mais funda caliça.
Mas ele conhecia melhor
os homens sem pluma.
Estes
secam
ainda mais além
de sua caliça extrema;
ainda mais além
de sua palha;
mais além
da palha de seu chapéu;
mais além
até
da camisa que não têm;
muito mais além do nome
mesmo escrito na folha
do papel mais seco.
Porque é na água do rio
que eles se perdem
(lentamente
e sem dente).
Ali se perdem
(como uma agulha não se perde).
Ali se perdem
(como um relógio não se quebra).
Ali se perdem
como um espelho não se quebra.
Ali se perdem
como se perde a água derramada:
sem o dente seco
com que de repente
num homem se rompe
o fio de homem.
Na água do rio,
lentamente,
se vão perdendo
em lama; numa lama
que pouco a pouco
também não pode falar:
que pouco a pouco
ganha os gestos defuntos
da lama;
o sangue de goma,
o olho paralítico
da lama.
Na paisagem do rio
difícil é saber
onde começa o rio;
onde a lama
começa do rio;
onde a terra
começa da lama;
onde o homem,
onde a pele
começa da lama;
onde começa o homem
naquele homem.
Difícil é saber
se aquele homem
já não está
mais aquém do homem;
mais aquém do homem
ao menos capaz de roer
os ossos do ofício;
capaz de sangrar
na praça;
capaz de gritar
se a moenda lhe mastiga o braço;
capaz
de ter a vida mastigada
e não apenas
dissolvida
(naquela água macia
que amolece seus ossos
como amoleceu as pedras).
(Trecho do poema "Cão sem plumas", de João Cabral de Melo Neto)
Para conhecer mais sobre a vida e a obra do poeta recifense acesse:
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LIRA XIII
Vês, Marília, um cordeiro
De flores enramado,
Como alegre corre
A ser sacrificado?
O Povo para o Templo já concorre;
A Pira sacrossanta já se acende;
O Ministro o fere, ele bala, e morre.
Vês agora o novilho,
A quem segura o laço,
No chão as mãos especa,
Nem quer mover um passo.
Não conhece que sai de um mau terreno;
Que o forte pulso, que a seguir o arrasta,
O conduz a viver num campo ameno.
Ignora o bruto como
Lhe dispomos a sorte;
Um vai forçado à vida,
Vai outro alegre à morte:
Nós temos, minha bela, igual demência;
Não sabemos os fins, com que nos move
A sábia, oculta Mão da Providência.
De Jacó ao bom filho
Os maus matar quiseram.
De conselho muraram.
Como escravo o venderam.
José não corre a ser um servo aflito;
Vai subindo os degraus, por onde chega
A ser um quase Deus no grande Egito.
Quem sabe o Destino
Hoje, ó Bela, me prende.
Só porque nisto de outros
Mais danos me defende?
Pode ainda raiar um claro dia.
Mas quer raie, quer não, ao Céu adoro;
E beijo a santa mão, que assim me guia.
(Lira XIII, do livro "Marília de Dirceu", de Tomás Antonio Gonzaga)
Para acessar "Marília de Dirceu" clique aqui:
http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=download&id=28390
Wednesday, May 22, 2013
VISÕES DO AMOR NO PERÍODO BARROCO SOB A PERSPECTIVA DO CRISTIANISMO
DISCUSSÃO SOBRE O AMOR:
- Relacionar o "Sermão do Mandato", de Antonio Vieira, com os poemas da Soror Juana Inés de la Cruz (madre mexicana) para mostrar as diferentes visões do amor no cristianismo durante o período barroco.
Link para acessar o "Sermão do Mandato (1650)", do Padre Antonio Vieira:
http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=download&id=12169
Retrato do Padre António Vieira, de autor desconhecido do início do século XVIII.


Retrato de Soror Juana Inés de la Cruz. Miguel Cabrea, 1750
- Relacionar o "Sermão do Mandato", de Antonio Vieira, com os poemas da Soror Juana Inés de la Cruz (madre mexicana) para mostrar as diferentes visões do amor no cristianismo durante o período barroco.
Link para acessar o "Sermão do Mandato (1650)", do Padre Antonio Vieira:
http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=download&id=12169
Retrato do Padre António Vieira, de autor desconhecido do início do século XVIII.
Carta escrita por Soror Juana, em novembro de 1690, em Puebla de los Ángeles,
a pedido do bispo Manuel Fernandes de Santa Cruz. A carta é uma crítica
ao Sermão do Mandato, do Padre Antonio Vieira.
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O QUE INGRATO ME DEIXA BUSCO AMANTE
Traduzido por Anderson Braga Horta
O que ingrato me deixa busco amante;
o que amante me segue deixo ingrata;
adoro fiel quem meu amor maltrata;
firo quem meu amor busca constante.
O que trato de amor, acho-o diamante,
e sou diamante ao que de amor me trata;
triunfante quero ver o que me mata,
e mato o que quer ver-me triunfante.
Se a este acedo, padece o meu desejo;
se rogo àquele, o pundonor enojo;
de ambos os modos infeliz me vejo.
Assim, prefiro, por menor antojo,
de quem não quero, ser cruel motejo
a, de quem não me queira, vil despojo.
Retrato de Soror Juana Inés de la Cruz. Miguel Cabrea, 1750
QUANDO MEU ERRO EM TEU OPRÓBRIO VEJO
Quando meu erro em teu opróbrio vejo,
contemplo, Sílvio, deste amor errado,
quão grave é a malícia do pecado,
quão violenta a força de um desejo.
Mal creio, e de lembrar-me ainda me pejo,
que pudesse caber em meu cuidado
o último degrau do desprezado,
o termo, enfim, de mal tomado ensejo.
Eu bem quisera, quando chego a ver-te,
vendo este infame amor, poder negá-lo;
porém logo a razão justa me adverte
de que só há remédio em publicá-lo:
porque do grão delito de querer-te
só é pena bastante o confessá-lo.
Wednesday, March 20, 2013
CAMINHA E STADEN: RETRATOS DA AMÉRICA
Construa um "diálogo" entre os retratos de Hans Staden e os relatos descritos por Pero Vaz de Caminha na "Carta a El Rei D. Manuel".
Materiais de apoio:
- Carta a El Rei D. Manuel: http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=download&id=28389
- Viagem ao Brasil, de Hans Staden: http://purl.pt/151/1/index.html
Fonte: http://facadaleitemoca.files.wordpress.com/2010/07/cannibals-23232.jpg
Fonte: http://tendimag.files.wordpress.com/2012/12/theodore-de-bry-dritte-
buch-americae-a-partir-de-hans-staden-frankfurt-m-1593.jpg
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Ic000006tatu.gif
Fonte: http://www.raulmendesilva.pro.br/pintura/images/indio_fumando.jpg
Tuesday, March 05, 2013
LEITURA INDIVIDUAL: CARTA A EL REI D. MANUEL ESCRITA POR PERO VAZ DE CAMINHA
Leitura individual: Carta a El Rei D. Manuel escrita por Pero Vaz de Caminha
Para acessar a carta na Biblioteca Digital: http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/
- Ir em Busca
- Digitar Carta de Pero Vaz de Caminha
- Forma de busca: Qualquer Palavra
- Depois de feita a busca, selecionar a opção "Apenas obras digitalizadas"
- Entrar em "Carta a El Rei D. Manuel"
- Ir em "Documento disponível para download"
Discussão: 20/03
Para acessar a carta na Biblioteca Digital: http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/
- Ir em Busca
- Digitar Carta de Pero Vaz de Caminha
- Forma de busca: Qualquer Palavra
- Depois de feita a busca, selecionar a opção "Apenas obras digitalizadas"
- Entrar em "Carta a El Rei D. Manuel"
- Ir em "Documento disponível para download"
Discussão: 20/03
Wednesday, November 21, 2012
LEITURA GUIADA - O RELÓGIO DE OURO - MACHADO DE ASSIS
LEITURA GUIADA CONTO - O RELÓGIO DE OURO - MACHADO DE ASSIS
Escute a leitura do conto O Relógio de Ouro, de Machado de Assis e posteriormente desenvolva uma análise crítica, associando texto/contexto, salientando as críticas sociais operadas pelo texto.
Consulte informações - PROJETO RELÓGIO DE OURO
Acesse o texto na Biblioteca do NUPILL:
Monday, November 05, 2012
Construção: ensaio/artigo
PROBLEMA
1. Quais os traços identificadores do folhetim romântico em O Guarani, de José de Alencar, e em A escrava, de Bernardo Guimarães?
ou
2. Quais os traços identificadores do teatro romântico - comédia de costumes - em Plebiscito, de Arthur Azevedo e O Noviço, de Martins Pena?
REFERÊNCIAS
O Guarani http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?id=129542
A escrava Isaura http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?id=142134
Plebiscito (Histórias Brejeiras) http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=download&id=28277#plebiscito
Revista eletrônica Mafuá http://www.mafua.ufsc.br/numero07/ensaios/vailati.htm - OBS.: Ler as diretrizes para publicação e os ensaios/artigos publicados.
DISCO VIRTUAL
- O romance (power point)
- O teatro romântico brasileiro (power point)
PERÍODO DE POSTAGEM - PRODUÇÃO INDIVIDUAL
1ª versão até 21/11
2ª versão até 28/11
1. Quais os traços identificadores do folhetim romântico em O Guarani, de José de Alencar, e em A escrava, de Bernardo Guimarães?
ou
2. Quais os traços identificadores do teatro romântico - comédia de costumes - em Plebiscito, de Arthur Azevedo e O Noviço, de Martins Pena?
REFERÊNCIAS
O Guarani http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?id=129542
A escrava Isaura http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?id=142134
Plebiscito (Histórias Brejeiras) http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=download&id=28277#plebiscito
Revista eletrônica Mafuá http://www.mafua.ufsc.br/numero07/ensaios/vailati.htm - OBS.: Ler as diretrizes para publicação e os ensaios/artigos publicados.
DISCO VIRTUAL
- O romance (power point)
- O teatro romântico brasileiro (power point)
PERÍODO DE POSTAGEM - PRODUÇÃO INDIVIDUAL
1ª versão até 21/11
2ª versão até 28/11
Tuesday, September 25, 2012
Imagens da escravidão
Construa um "diálogo" entre a imagem poética traçada por Castro Alves no poema "Tragédia no lar" (disponível em http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=download&id=28200#Trag%C3%A9dianolar) e as imagens pictóricas: "Interior de uma casa do baixo povo" de J.C. Guillobel e "Mantiqueira" de Johann Moritz Rugendas.
Dicas:
- Consulte o dicionário em caso de dúvida vocabular;
- O poema de Castro Alves é uma canção: poderá investigar as características do gênero;
- Como as imagens poéticas e pictóricas refletem valores e a história de uma época;
J.C. Guillobel - "Interior de uma casa do baixo povo" (1820)
Johann Moritz Rugendas - "Mantiqueira"
Monday, July 02, 2012
Atividade de leitura - poema épico Uraguai, de Basílio da Gama
Atividade de leitura - poema épico Uraguai, de Basílio da Gama
1 - A crítica classifica o poema épico Uraguai como um poema americano. Explique em quais passagens poéticas a cultura indígena é explorada como valores diferenciados ante a cultura europeia.
2 - Quais as forças mitológicas determinadoras da cultura guarani no poema épico Uraguai?
3 - Por quais razões Uraguai é demarcado literariamente como árcade?
4 - O Uraguai transita pelas páginas da literatura oferecendo uma visão geral do espaço e da época missioneira, de seus personagens índios e padres, de seus mitos, heróis e lendas. Pergunta-se: Qual a imagem da campanha jesuítica missioneira fixada poeticamente?
Para acessar o poema clique no link abaixo:
http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/_documents/0006-01121.html
1 - A crítica classifica o poema épico Uraguai como um poema americano. Explique em quais passagens poéticas a cultura indígena é explorada como valores diferenciados ante a cultura europeia.
2 - Quais as forças mitológicas determinadoras da cultura guarani no poema épico Uraguai?
3 - Por quais razões Uraguai é demarcado literariamente como árcade?
4 - O Uraguai transita pelas páginas da literatura oferecendo uma visão geral do espaço e da época missioneira, de seus personagens índios e padres, de seus mitos, heróis e lendas. Pergunta-se: Qual a imagem da campanha jesuítica missioneira fixada poeticamente?
Para acessar o poema clique no link abaixo:
http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/_documents/0006-01121.html
Tuesday, June 19, 2012
Análise comparativa de poemas de José de Anchieta e Gregório de Matos
Leia comparativamente os poemas "Ao Santíssimo Sacramento" de José de Anchieta e "A Jesus Cristo Nosso Senhor" (Ao mesmo assumpto e na mesma occasião in site: Literatura Brasileira - UFSC), contrapondo as visões de mundo Quinhentista e Barroca.
Para ler o poema "A Jesus Cristo Nosso Senhor" de Gregório de Matos acesse o link abaixo:
http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/_documents/0006-00944.html#II11
Oh que pão, oh que comida,
Oh que divino manjar
Se nos dá no santo altar
Cada dia.
Filho da Virgem Maria
Que Deus Padre cá mandou
E por nós na cruz passou
Crua morte.
E para que nos conforte
Se deixou no Sacramento
Para dar-nos com aumento
Sua graça.
Esta divina fogaça
É manjar de lutadores,
Galardão de vencedores
Esforçados.
Deleite de enamorados
Que com o gosto deste pão
Deixem a deleitarão
Transitória.
Quem quiser haver vitória
Do falso contentamento,
Goste deste sacramento
Divinal.
Ele dá vida imortal,
Este mata toda fome,
Porque nele Deus é homem
Se contêm.
É fonte de todo bem
Da qual quem bem se embebeda
Não tenha medo de queda
Do pecado.
Oh! que divino bocado
Que tem todos os sabores,
Vindes, pobres pecadores,
A comer.
Não tendes de que temer
Senão de vossos pecados;
Se forem bem confessados,
Isso basta.
Que este manjar tudo gasta,
Porque é fogo gastador,
Que com seu divino ardor
Tudo abrasa.
É pão dos filhos de casa
Com que sempre se sustentam
E virtudes acrescentam
De contino.
Todo al é desatino
Se não comer tal vianda,
Com que a alma sempre anda
Satisfeita.
Este manjar aproveita
Para vícios arrancar
E virtudes arraigar
Nas entranhas.
Suas graças são tamanhas,
Que se não podem contar,
Mas bem se podem gostar
De quem ama.
Sua graça se derrama
Nos devotos corações
E os enche de benções
Copiosas.
Oh que entranhas piedosas
De vosso divino amor!
Ó meu Deus e meu Senhor
Humanado!
Quem vos fez tão namorado
De quem tanto vos ofende?!
Quem vos ata, quem vos prende
Com tais nós?!
Por caber dentro de nós
Vos fazeis tão pequenino
Sem o vosso ser divino,
Se mudar.
Para vosso amor plantar
Dentro em nosso coração
Achastes tal invenção
De manjar,
Em o qual nosso padar
Acha gostos diferentes
Debaixo dos acidentes
Escondidos.
Uns são todos incendidos
Do fogo de vosso amor,
Outros cheios de temor
Filial,
Outros com o celestial
Lume deste sacramento
Alcançam conhecimento
De quem são,
Outros sentem compaixão
De seu Deus que tantas dores
Por nos dar estes sabores
Quis sofrer.
E desejam de morrer
Por amor de seu amado,
Vivendo sem ter cuidado
Desta vida.
Quem viu nunca tal comida
Que é o sumo de todo bem,
Ai de nós que nos detém
Que buscamos!
Como não nos enfrascamos
Nos deleites deste Pão
Com que o nosso coração
Tem fartura.
Se buscarmos formosura
Nele está toda metida,
Se queremos achar vida,
Esta é.
Aqui se refina a fé,
Pois debaixo do que vemos,
Estar Deus e homem cremos
Sem mudança.
Acrescenta-se a esperança,
Pois na terra nos é dado
Quanto lá nos céus guardado
Nos está.
A caridade que lá
Há de ser aperfeiçoada,
Deste pão é confirmada
Em pureza.
Dele nasce a fortaleza,
Ele dá perseverança,
Pão da bem-aventurança,
Pão de glória.
Deixado para memória
Da morte do Redentor,
Testemunho de Seu amor
Verdadeiro.
Oh mansíssimo Cordeiro,
Oh menino de Belém,
Oh Jesus todo meu Bem,
Meu Amor.
Meu Esposo, meu Senhor,
Meu amigo, meu irmão,
Centro do meu coração,
Deus e Pai.
Pois com entranhas de Mãe
Quereis de mim ser comido,
Roubai todo meu sentido
Para vós
Prendei-me com fortes nós,
Iesu, filho de Deus vivo,
pois que sou vosso cativo,
que comprastes
Com o sangue que derramastes,
Com a vida que perdestes,
Com a morte que quisestes
Padecer.
Morra eu, por que viver
Vós possais dentro de mim;
Ganha-me, pois me perdi
Em amar-me.
Pois que para incorporar-me
E mudar-me em vós de todo,
Com um tão divino modo
Me mudais.
Quando na minha alma entrais
É dela fazeis sacrário,
De vós mesmo é relicário
Que vos guarda.
Enquanto a presença tarda
De vosso divino rosto,
O saboroso e doce gosto
Deste pão
Seja minha refeição
E todo o meu apetite,
Seja gracioso convite
De minha alma.
Ar fresco de minha calma,
Fogo de minha frieza,
Fonte viva de limpeza,
Doce beijo.
Mitigador do desejo
Com que a vós suspiro, e gemo,
Esperança do que temo
De perder.
Pois não vivo sem comer,
Como a vós, em vós vivendo,
Vivo em vós, a vós comendo,
Doce amor.
Comendo de tal penhor,
Nela tenha minha parte,
E depois de vós me farte
Com vos ver.
Amém.
Para ler o poema "A Jesus Cristo Nosso Senhor" de Gregório de Matos acesse o link abaixo:
http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/_documents/0006-00944.html#II11
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Ao Santíssimo
Sacramento
José de Anchieta
Oh que divino manjar
Se nos dá no santo altar
Cada dia.
Filho da Virgem Maria
Que Deus Padre cá mandou
E por nós na cruz passou
Crua morte.
E para que nos conforte
Se deixou no Sacramento
Para dar-nos com aumento
Sua graça.
Esta divina fogaça
É manjar de lutadores,
Galardão de vencedores
Esforçados.
Deleite de enamorados
Que com o gosto deste pão
Deixem a deleitarão
Transitória.
Quem quiser haver vitória
Do falso contentamento,
Goste deste sacramento
Divinal.
Ele dá vida imortal,
Este mata toda fome,
Porque nele Deus é homem
Se contêm.
É fonte de todo bem
Da qual quem bem se embebeda
Não tenha medo de queda
Do pecado.
Oh! que divino bocado
Que tem todos os sabores,
Vindes, pobres pecadores,
A comer.
Não tendes de que temer
Senão de vossos pecados;
Se forem bem confessados,
Isso basta.
Que este manjar tudo gasta,
Porque é fogo gastador,
Que com seu divino ardor
Tudo abrasa.
É pão dos filhos de casa
Com que sempre se sustentam
E virtudes acrescentam
De contino.
Todo al é desatino
Se não comer tal vianda,
Com que a alma sempre anda
Satisfeita.
Este manjar aproveita
Para vícios arrancar
E virtudes arraigar
Nas entranhas.
Suas graças são tamanhas,
Que se não podem contar,
Mas bem se podem gostar
De quem ama.
Sua graça se derrama
Nos devotos corações
E os enche de benções
Copiosas.
Oh que entranhas piedosas
De vosso divino amor!
Ó meu Deus e meu Senhor
Humanado!
Quem vos fez tão namorado
De quem tanto vos ofende?!
Quem vos ata, quem vos prende
Com tais nós?!
Por caber dentro de nós
Vos fazeis tão pequenino
Sem o vosso ser divino,
Se mudar.
Para vosso amor plantar
Dentro em nosso coração
Achastes tal invenção
De manjar,
Em o qual nosso padar
Acha gostos diferentes
Debaixo dos acidentes
Escondidos.
Uns são todos incendidos
Do fogo de vosso amor,
Outros cheios de temor
Filial,
Outros com o celestial
Lume deste sacramento
Alcançam conhecimento
De quem são,
Outros sentem compaixão
De seu Deus que tantas dores
Por nos dar estes sabores
Quis sofrer.
E desejam de morrer
Por amor de seu amado,
Vivendo sem ter cuidado
Desta vida.
Quem viu nunca tal comida
Que é o sumo de todo bem,
Ai de nós que nos detém
Que buscamos!
Como não nos enfrascamos
Nos deleites deste Pão
Com que o nosso coração
Tem fartura.
Se buscarmos formosura
Nele está toda metida,
Se queremos achar vida,
Esta é.
Aqui se refina a fé,
Pois debaixo do que vemos,
Estar Deus e homem cremos
Sem mudança.
Acrescenta-se a esperança,
Pois na terra nos é dado
Quanto lá nos céus guardado
Nos está.
A caridade que lá
Há de ser aperfeiçoada,
Deste pão é confirmada
Em pureza.
Dele nasce a fortaleza,
Ele dá perseverança,
Pão da bem-aventurança,
Pão de glória.
Deixado para memória
Da morte do Redentor,
Testemunho de Seu amor
Verdadeiro.
Oh mansíssimo Cordeiro,
Oh menino de Belém,
Oh Jesus todo meu Bem,
Meu Amor.
Meu Esposo, meu Senhor,
Meu amigo, meu irmão,
Centro do meu coração,
Deus e Pai.
Pois com entranhas de Mãe
Quereis de mim ser comido,
Roubai todo meu sentido
Para vós
Prendei-me com fortes nós,
Iesu, filho de Deus vivo,
pois que sou vosso cativo,
que comprastes
Com o sangue que derramastes,
Com a vida que perdestes,
Com a morte que quisestes
Padecer.
Morra eu, por que viver
Vós possais dentro de mim;
Ganha-me, pois me perdi
Em amar-me.
Pois que para incorporar-me
E mudar-me em vós de todo,
Com um tão divino modo
Me mudais.
Quando na minha alma entrais
É dela fazeis sacrário,
De vós mesmo é relicário
Que vos guarda.
Enquanto a presença tarda
De vosso divino rosto,
O saboroso e doce gosto
Deste pão
Seja minha refeição
E todo o meu apetite,
Seja gracioso convite
De minha alma.
Ar fresco de minha calma,
Fogo de minha frieza,
Fonte viva de limpeza,
Doce beijo.
Mitigador do desejo
Com que a vós suspiro, e gemo,
Esperança do que temo
De perder.
Pois não vivo sem comer,
Como a vós, em vós vivendo,
Vivo em vós, a vós comendo,
Doce amor.
Comendo de tal penhor,
Nela tenha minha parte,
E depois de vós me farte
Com vos ver.
Amém.
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